quarta-feira, abril 20, 2011

Homens e mulheres que passaram dos cem anos

Revistas brasileira e norte-americana destacam estilo de vida adventista


Estudando homens e mulheres que passaram dos cem anos, cientistas destacam hábitos saudáveis dos adventistas.


A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem grande destaque pela mensagem de saúde contida em sua doutrina. Algumas vezes, veículos de comunicação destacam grupos adventistas que mantém hábitos de vida saudáveis e, por isso, tem longa expectativa de vida, como é o casa dos adventista de Loma Linda, nos Estados Unidos.


A revista norte americana Newsweek, que é a segunda em circulação nos Estados Unidos, divulgou um esquema de vida saudável, onde ser adventista é um dos destaques. O subtítulo diz que a estudos científicos apontam o que faz prolongar os dias.


Na revista brasileira Superinteressante também publicou uma notícia onde os adventistas centenários de Loma Linda são destacados. "Clube dos 110: conheça os segredos de quem passa dos 110 anos" é título da matéria.


A repórter Débora Nogueira destaca o que faz dos adventistas desta cidade serem objetos de estudo.
"Os bons hábitos são tão determinantes que, quando são adotados por todos, criam-se bolsões de longevidade. Talvez o melhor exemplo seja Loma Linda, na Califórnia, onde um grupo de adventistas vegetarianos não fuma, faz exercícios regularmente, dedica muito tempo à família - basicamente a receita da longevidade. Como consequência, eles têm uma expectativa de vida de 85 anos, 10 anos a mais que a média americana."

Quer ler as matérias? Acesse os links


Revista Newsweek -
http://www.newsweek.com/2011/04/10/how-to-live-forever.html


quinta-feira, abril 07, 2011

Noveleiros-objeto

Gostaria de compartilhar algo que tem me chamado a atenção no que diz respeito à influência da mídia. Trabalho no departamento de marketing de uma indústria têxtil, que é top of mind no mercado brasileiro, e por isso sempre recebe material de diversas empresas, para fins de publicidade, etc. Recebi um tempo atrás e resolvi compartilhar agora um catálogo publicitário enviado pelo departamento comercial da Rede Globo, tendo na capa a palavra “Passione”.



A propaganda é muito bem elaborada, sobre a novela III (assim a área comercial da Globo chama a novela das 9h), “Passione”, relatando uma oportunidade para merchandising nessa novela. Merchandising é uma técnica publicitária utilizada para veicular serviços e produtos de maneira indireta, através de inserções (geralmente despercebidas) em programas, novelas e filmes. As agências de publicidade têm o conhecimento desse tipo de manipulação em massa, das novelas ditarem modas, costumes e comportamentos, e assim utilizam o merchandising como ótima ferramenta para os telespectadores assimilarem a propaganda, chegando ao cúmulo de situações e personagens de novelas que têm sido criados tão-somente para inserção da propaganda.



quarta-feira, março 09, 2011

E Deus Criou a Mulher

Com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher. Gênesis 2:22

Hoje é um dia comum da semana: terça-feira. Igualzinho a outro de 24 horas. O que torna este dia diferente é quem é o centro das atenções; é a importância da pessoa que todos nós amamos e valorizamos. Avó, mãe, esposa, filha, neta, irmã, todas elas fazem parte dessa teia de carinho familiar.

Nunca é demais repetir que a mulher foi criada para ter uma parte especial nos planos de Deus, logo no início de todas as coisas. O texto bíblico diz que Deus criou a mulher, e logo depois disso anunciou que o que fizera era “muito bom”. A avaliação do sexto dia começou com um “bom”, caiu para um “não é bom”, e logo a seguir Deus declarou que o que havia criado era “muito bom”. Se, num ambiente que se chamava paraíso, Deus percebeu que faltava alguma coisa, realmente devia ser muito importante. Esse foi o único dia em que Ele mudou Sua avaliação em relação ao trabalho que tinha feito. E a razão dessa virada fantástica está na criação da mulher. Sem Eva, o dia teria terminado com nota baixa. No entanto, depois de ter criado a mulher, a satisfação de Deus chegou ao nível mais alto. Para subir vários pontos num só dia, significa que Eva foi a criatura mais sofisticada que Deus criou, no padrão mais criativo do melhor designer do Universo.

É bom que a mulher continue sendo esse mistério, pois se nós, homens, pretendêssemos entendê-las completamente, possivelmente tentaríamos reinventá-las ao nosso gosto.

Será que a mulher precisa de uma data especial, quando seu dia são todos os dias? É verdade! Elas não têm folga. Todos os dias, todos os feriados, todas as horas, em todos os minutos, lá estão elas. Muitas delas são ao mesmo tempo pais e mães, donas de casa e professoras, profissionais liberais e empresárias, numa demonstração de autoconfiança e independência.

Já pensaram o que seria deste mundo sem a presença feminina? Seria uma base militar pintada em duas cores. Não existiriam arranjos florais, nem pequenos laços no penteado das meninas, nem vestidos rodados, nem mesas arrumadas, nem pratos artisticamente preparados e arrumados.

Como expressou um autor desconhecido: “De onde é que vem essa garra quase felina de lutar pela vida / De defender o que é seu, de espreitar e reagir? / De onde é que vem esse jeito tão puro que a faz intuir, adivinhar, / Abraçar o presente e sonhar com o futuro?”
Seja uma extensão do abraço de Deus para as mulheres neste dia.
Por José Maria Barbosa, em Meditações Matinais - CPB.

sábado, março 05, 2011

A devassidão virou piada no país do carnaval

Imagine a cena: na sala de estar, a família assiste ao telejornal, quando, no intervalo, aparece a propaganda de uma marca de cerveja. A filha pequena acompanha com olhos curiosos e depois pergunta:

- Pai, o que é devassa?

O pai, tentando encontrar a melhor definição, apela para o dicionário:

- É uma pessoa depravada, dissoluta, libertina, licenciosa.

- E o que é uma pessoa depravada e libertina - volta a perguntar a filha.

A coisa fica complicada. O pai fecha o dicionário e tenta sozinho, medindo as palavras:

- É alguém que não se comporta bem... “Fica” com muitas pessoas, faz sexo sem compromisso. Essas coisas.

- A Sandy não era uma boa moça de família?

- Creio que sim.

- Ela não é casada?

- Sim, filha, a Sandy é casada.

- A Sandy é devassa?

O pai pensa um pouco, procura acompanhar a lógica da filha, coça o queixo e reponde com certa insegurança:

- Não. Acho que a Sandy não é devassa. Pelo menos acho que nunca foi.

- Então por que ela fez esse comercial que diz que todo mundo tem um lado devassa?

- Não sei. Talvez pelo dinheiro. Talvez por brincadeira. Sei lá.

- Posso brincar de ser devassa também?


quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Criança sobreviveu ao abutre, fotógrafo sucumbiu à dor

Kevin Carter disparou, em 1993, no Sudão, a foto que lhe viria a custar a vida, paradoxalmente, eternizando o fotógrafo sul-africano na galeria dos maiores repórteres fotográficos, com um “frame” icônico, o retrato de uma tragédia que não precisa de uma sílaba sequer. Quando fotografou aquela cena, em Ayod, no Sudão, em 1993, Kevin Carter teria visto, como quase toda a gente, na imagem de um abutre postado atrás de uma criança desnutrida, a metáfora perfeita para a fome que grassava, e matava, no Sudão. Disparou e pouco depois entrou no avião. O New York Times publicou a foto, que em 1994 viria a ganhar o prestigiado prêmio Pulitzer. Kevin Carter não suportou a glória de uma imagem que lhe recordaria a sua própria mortalidade, a sua própria face humana, que naquela tarde de 1993, no Sudão, se deixou dominar pelo brio profissional de capturar a imagem que melhor demonstrasse a tragédia que varria o Sudão. Conseguiu-o.

O Mundo viu, nessa foto, a morte e a fome, a morte pela fome. A opinião pública apressou-se a julgar e a condenar sumariamente a alegada frieza com que teria agido Kevin Carter, considerando que o fotógrafo poderia, e deveria, ter feito alguma coisa para salvar a criança. Kevin sentiu o mesmo e foi essa dor que o levou a pôr termo à própria vida, incapaz de suportar a ideia de não ter ajudado a salvar uma vida. [...]

A história de Carter é a de uma talvez infundada má consciência que o atirou para o consumo compulsivo de drogas, segundo o relato de dois amigos, Greg Marinovich e João Silva. [...] João Silva [...] foi o destinatário da carta deixada por Kevin quando do suicídio. A carta, conta João, “era enraivecida”. Nela, explica, Kevin justificava as drogas como “recurso fácil para a dor que sentia”.

Afinal, sabe-se agora, não era preciso ajudar aquela criança, que estava sendo ajudada pela ONU. Conta o El Mundo que a própria imagem ajuda a contar a história desconhecida, até agora, de Kong Nyong, a criança que escapou ao abutre e fintou a fome e a vida de Kevin Carter. Na mão direita da criança, vê-se uma pulseira de plástico da ajuda alimentar da ONU. Ampliando a foto, pode-se ver inscrita a sigla “T3”. “Usavam-se duas letras: ‘T’ para a malnutrição severa e ‘S’ para os que só necessitavam de alimentação suplementar. O número indica a ordem de chegada ao centro alimentar”, contou Florence Mourin, que coordenava os trabalhos naquele campo improvisado de ajuda alimentar.

Feita a explicação, a história, embora dura, parece mais linear: Kong Nyong sofria de malnutrição severa, foi o terceiro a chegar àquele centro e estava recebendo ajuda. Sobreviveu à fome e evitou o abutre. Segundo o pai, morreu em 2006, jovem adulto, vítima “de febres”, não de fome. Kevin Carter é que já não está aqui para testemunhar essa descoberta dos repórteres do El Mundo.

(Jornal de Notícias)

Nota: A presença da dor no mundo, sem dúvida, é um dos maiores “problemas filosófico-teológicos” com os quais os teístas têm que lidar. Se Deus é bom e todo-poderoso, argumentam alguns, por que Ele não faz nada a respeito do assunto? Se não faz, é porque não é tão bom ou não é tão poderoso. Desde Epicuro essa ideia, entre outras, vem sendo usada por ateus e incrédulos a fim de descartar a crença. Curiosamente, eu estava lendo o livro O Problema do Sofrimento (Ed. Vida), do ex-ateu C. S. Lewis, quando me deparei com a matéria acima. Veja o que ele escreveu nas páginas 108 a 111:

“Enquanto o homem mau não toma, na forma de sofrimento, consciência do mal inequivocamente presente em sua existência, ele está preso na ilusão. Uma vez despertado pelo sofrimento, ele sabe que, de uma forma ou de outra, está ‘face a face’ com o Universo real. Assim, ou se rebela (com a possibilidade de uma vazão mais evidente e de um arrependimento mais profundo em algum estágio posterior) ou faz alguma tentativa de adaptação, a qual se for buscada, haverá de leva-lo à religião. [...]

“Até mesmo os ateus se revoltam e exprimem [...] sua cólera contra Deus embora (ou porque) Deus, no ponto de vista deles, não exista. [...] Não resta dúvida de que o sofrimento, no forma de megafone de Deus, é um instrumento terrível, pois pode levar à rebelião definitiva e sem arrependimento [ou ao suicídio?]. Ele propicia, contudo, a única oportunidade que o homem mau pode ter para se emendar. Ele retira o véu ou finca a bandeira da verdade na fortaleza da alma rebelde. [...]

“Ora, Deus, que nos criou, sabe o que somos e que nossa felicidade repousa nEle, contudo não a buscaremos nEle enquanto Ele nos deixar qualquer outro recurso em que ela possa ser procurada de maneira plausível. Enquanto o que chamamos ‘nossa vida’ continuar satisfatório, não o entregaremos a Ele. O que, então, Deus pode fazer em nosso interesse, a não ser tornar ‘nossa vida’ menos satisfatória e privar-nos da fonte plausível da falsa felicidade? É justamente aqui, onde a providência de Deus parece a princípio ser mais cruel, que a humildade Divina [de aceitar aqueles que só se voltam para Ele na dor], o curvar-Se do Ser superior, mais merece louvor. [...]

“Os perigos da aparente autossuficiência explicam por que Nosso Senhor considera os vícios dos fracos e dissolutos de maneira tão mais tolerante que os vícios que levam ao êxito mundano. As prostitutas não correm o risco de achar a vida que têm satisfatória a ponto de não poderem se voltar para Deus. Já o orgulhoso, o avarento e o hipócrita estão correndo perigo.”

Muitas vezes, os pais têm que permitir que os filhos passem por situações difíceis a fim de que eles adquiram experiência em formem bom caráter. E não raro esses pais permitem isso com lágrimas nos olhos, acompanhando tudo de perto, ansiosos por abraçar o filho em processo de aprendizado. O Pai celestial também está “desesperadamente” interessado em nosso bem maior; em nossa segurança e felicidade eternas. E Ele sabe que isso somente será possível quando estivermos do outro lado da eternidade. Esse dia está próximo, mas, por enquanto, o processo de aprendizado prossegue. Deus sente nossa dor (e sentiu muito mais na Cruz...); caminha ao nosso lado com lágrimas nos olhos e corre até mesmo o risco de ser mal interpretado. Tudo para nos ajudar a fazer a mais importante das escolhas: aceitar a salvação que Ele oferece de graça. Se as lágrimas de dor hoje dificultam sua visão, aguarde o dia em que todas as perguntas serão respondidas – no colo do Pai.