quarta-feira, março 18, 2009

Esperança em tempo de crise!

Um menino muito do esperto percebeu que o seu pai chorava copiosamente. Sem titubeios dirigindo-se a ele perguntou:

- "Papai, porque você está chorando?" O homem, com o rosto marcado pelas lágrimas, os cotovelos apoiados nos joelhos, recurvado, silencioso, nada respondia. O garoto achava estranho que um homem chorasse ainda mais seu pai. Jamais o vira daquele jeito. Causava-lhe mal estar aquelas lágrimas.

- "Pai, fala alguma coisa! O que está acontecendo?" Junto à janela com os olhos também marejados, pensando nos três filhos, nos encargos da família, aguardava a mãe a resposta do marido.
-"Morreu alguém, Pai?"
- "Não, meu filho. Ninguém morreu. Seu pai perdeu o emprego. Eu fui despedido."

Pois é, em virtude da enorme crise econômica que tem varrido o mundo nestes últimos meses, homens e mulheres em todo país tem se desesperado mediante a noticia de que perderam seus empregos. Nestes momentos é absolutamente natural observar nos chefes de família uma significativa preocupação com o amanhã.

É possível que ao ler este texto você esteja passando por situações onde a impressão que tem é de que nunca mais desfrutará de momentos alegres e felizes na vida. Quem sabe as nuvens da incerteza estejam assolando sua alma e coração de forma impiedosa levando-o a um profundo estado de ansiedade e depressão. Diante disto, quero incentivá-lo a nutrir o coração de esperança, bem como da certeza de que o Senhor não o esqueceu, e que de forma Soberana controla todas as coisas.

Por acaso você já se deu conta de que o Deus o qual servimos nunca nos desampara? Já percebeu que Ele se faz presente em todos os momentos da nossa vida sustentando-nos com sua destra fiel?

Caro leitor, é indispensável que entendamos que a vida nos proporciona momentos em que a fé dá lugar ao desânimo e que o vigor cede espaço à desesperança. São em ocasiões como estas, que precisamos tomar por exemplo as atitudes de homens de Deus, tais como Abraão e erguer os nossos olhos ao céu na expectativa de ouvir a Palavra do Senhor.

“Então conduziu-o até fora, e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a sua posteridade.” Gênesis 15:05

Será que você é capaz de observar as estrelas na noite? Será que é possível mesmo diante da escuridão que o cerca enxergar as promessas e o cuidado de Deus? Como diz a canção peregrinamos por montes e vales, entretanto, Cristo nos prometeu que nunca desampararia, antes pelo contrário, estaria conosco até a consumação do séculos.

Pense nisso!

Colaboração: Valdeni de Mattos

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Visão “petryficada” da Veja

A edição 2098 da revista Veja traz um artigo com o título "Lembra-te de Darwin", de André Petry. O texto trata sobre o ensino do criacionismo nas escolas. Depois de tanta discussão sobre o assunto, era de se esperar que o editor trouxesse alguma contribuição nova à polêmica, mas não. O que ele faz é repetir argumentos surrados e evidenciar sua opinião “petryficada” sobre o tema.
Ele começa assim: “É assustador que, às vésperas do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, escolas brasileiras estejam ensinando criacionismo nas aulas de ciências. Já se sabia que as escolas adventistas fazem isso. A novidade é que o negócio está se propagando. Em instituições tradicionais de São Paulo, como o Mackenzie, inventou-se até um método próprio para o ensino.

”Depois, Petry diz que o relato bíblico da Criação é “uma fábula encantadora, mas não é ciência”. No entanto, afirma que “em biologia, vale o evolucionismo de Darwin, segundo o qual todos viemos de um ancestral comum, há bilhões de anos, e chegamos até aqui porque passamos no teste da seleção natural”.

Alguém precisa dizer para o Petry que seleção natural tem base factual e explica relativamente bem a biodiversidade (microevolução) em nosso planeta, mas a história de que “todos viemos de um ancestral comum” (macroevolução), essa, sim, é uma fábula, e nem um pouco “encantadora”. A tal origem da vida numa “sopa primordial” ainda é alvo de discussões e há cientistas que discordam desse cenário. Um deles é o professor emérito de Química David Deamer, que chefiou um equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia. Deamer disse: “Já faz [150] anos desde que Darwin sugeriu que a vida pode ter começado em uma ‘poça morna’. Estamos testando a ideia dele, em pequenas poças em regiões vulcânicas em Kamchatka, na Rússia, e Mount Lassen, na Califórnia. Os resultados são surpreendentes e, de certa forma, desapontadores. Parece que as águas ácidas quentes da lama não fornecem as condições adequadas para que componentes químicos se transformem em ‘organismos pioneiros’.

”Deamer disse ainda que aminoácidos e DNA, dois componentes básicos na formação da vida, e fosfato, outro ingrediente essencial, se prendem à superfície de partículas do barro nas poças vulcânicas. “Isso é significativo porque havia a pressuposição de que barro promove interessantes reações químicas ligadas à origem da vida”, explicou. “Entretanto, nos nossos experimentos, os componentes orgânicos ficaram tão grudados às partículas de barro que não poderiam fazer parte de qualquer reação química.

”O experimento de Urey-Miller já vinha sendo desacreditado (embora os livros didáticos não tratem disso); agora a teoria da “sopa morna” também enfrenta problemas levantados pela ciência experimental. Mas Veja parece não saber disso...

Petry vai além e afirma que ensinar darwinismo e criacionismo “embrutece” o educando. “Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência”, diz ele; e pergunta: “Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico? Também é cascata, porque, fosse verdade, a turma estaria ensinando numerologia em matemática. Ensinaria alquimia em química, dizendo, em nome da ‘liberdade de pensamento’, que é possível transformar zinco em ouro e encontrar o elixir da longa vida...

”Quem disse que o que está além dos domínios do naturalismo metodológico se trata de algo irracional? Por que somente o conteúdo abrangido pelo método científico pode ser qualificado como racional? Estudar a teoria da matéria escura também é irracional? (Com o perdão da comparação um tanto “forçada”.) Correndo o risco de apelar para o argumento da autoridade, quero deixar claro que há grandes nomes da ciência que transitam bem nos universos da teologia, da filosofia e da ciência, integrando bem essas áreas. Cientistas como Marcos Eberlin, do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas (Unicamp); Ruy Carlos de Camargo Vieira, professor emérito da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, autor de livros didáticos e inúmeros artigos científicos e membro da Academia Panamericana de Engenharia; para ficar com dois. Esse é o tipo de cientista que pode sair de escolas que “embrulham o racional com o místico”, Petry. Desafio-o a entrevistá-los a fim de conhecer suas ideias. Veja tem espaço para isso?
A visão estreita de Petry acerca da religião bíblica mais parece fruto do preconceito; da opinião “petryficada” de quem não quer se esforçar para entender e separar as coisas; da mania de colocar todas as crenças no mesmo saco do desrespeito. Por esse pensamento, Petry condenaria Isaac Newton e Blaise Pascal, por exemplo, cientistas que conseguiram conciliar a visão teológica com a científica e que, muito provavelmente, enxergaram mais longe justamente por causa dessa visão mais ampla da realidade – sem mencionar que ajudaram a fundar o próprio método científico ao qual os cientistas de hoje devem seus empregos e salários. A Bíblia nada tem a ver com alquimia e numerologia, mas coaduna bem com física, astronomia, história, cronologia, arqueologia, linguística, matemática... Grandes homens e mulheres de ontem e de hoje, cuja mente está aberta, cujos neurônios não se “petryficaram”, reconhecem isso.Petry finaliza seu texto entrando no barco da darwinlatria 2009: “Darwin foi um gênio. Em seu tempo, não se sabia como as características hereditárias eram transmitidas de pai para filho. Nem que a Terra tem 4,5 bilhões de anos e que os continentes flutuam sobre o magma. No entanto, a teoria da evolução se encaixa à perfeição nas descobertas da genética, da datação radioativa, da geologia moderna. Só um cérebro poderosamente equipado [isso não é design inteligente?], conjugado com muito estudo [por que deveríamos confiar nos estudos realizados pelo cérebro de um macaco evoluído? O que garante que o ajuntamento casual de moléculas ao longo de bilhões de anos nos legou um cérebro capaz de interpretar corretamente a realidade?], pode ir tão longe. Confundido com criacionismo, Darwin parece um macaco tolo. É assustador.

”Assustador é perceber como a “petryficação” intelectual tem impedido a muitos de pensar objetiva e honestamente. Nenhum criacionista esclarecido nega as contribuições do darwinismo, desde que se entenda e defina bem o que vem a ser “evolução” e dentro de que limitações e parâmetros ela deve ser colocada. O fato é que na época de Darwin os microscópios eram extremamente rudimentares, incapazes de revelar a complexidade de uma “simples” célula. Quando essa “caixa preta” foi aberta pelos estudos da biologia molecular, um universo de máquinas moleculares ultra-complexas foi descortinado.

Se Darwin tivesse acesso à tecnologia de que dispomos hoje, teria elaborado a teoria geral da evolução que elaborou? Só nos resta especular... A verdade é que Darwin era um homem inteligente e em muitos aspectos mais mente aberta que seus seguidores fundamentalistas de hoje. Em 1859, ele tinha uma política educacional idêntica à esposada pela Educação Adventista e pela Mackenzie: “Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das Espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra” (Charles Darwin, A Origem das Espécies, Belo Horizonte, Villa Rica, 1994, p. 36 – itálico acrescentado).

Concordo com William Hurlbut, em texto publicado na Folha de S. Paulo de janeiro de 2006: “A ciência ultimamente lembra mais a religião do que qualquer outra coisa. Como consequência, ela sofre dos mesmos problemas que historicamente afetaram a religião: triunfalismo, arrogância e falta de autocrítica.”

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Acontecimentos naturais e sua relação com a volta de Jesus

Depois de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, agora é o Rio Grande do Sul que sofre pelos fortes temporais que provocaram inundações em várias cidades. Milhares de pessoas desabrigadas, dezenas de mortos e centenas de casas destruídas deixando famílias sem nada daquilo que adquiriram a custo de muito suor.

Tem sido difícil entender a metereologia nos últimos tempos; aliás, nem tanto para aqueles que estão atentos aos acontecimentos profetizados na Bíblia, os quais indicam a proximidade do fim da história deste mundo.

A escritora americana Ellen G. White, escreveu em diversos livros a respeito de alguns sinais que indicariam que Jesus em breve voltaria, entre eles, fala de inundações. Leia abaixo alguns de seus textos:

Terremotos e Inundações

O inimigo atuou no passado e ainda está atuando. Ele desceu com grande poder, e o Espírito de Deus está-Se retirando da Terra. Deus tem retirado Sua mão. Só temos de olhar para Johnstown [Pensilvânia]. Ele não impediu que o diabo acabasse com a existência de toda essa cidade. E essas mesmas coisas aumentarão até o fim da história terrestre. Sermons and Talks, vol. 1, pág. 109.

A crosta terrestre será dilacerada pelas explosões dos elementos ocultos nas entranhas da Terra. Estes elementos, uma vez desprendidos, arrebatarão os tesouros dos que durante anos têm aumentado sua fortuna pela aquisição de grandes posses a preços de fome dos que estão ao seu serviço. E o mundo religioso também será terrivelmente abalado, pois o fim de todas as coisas está às portas. Manuscript Releases, vol. 3, pág. 208.

Chegou agora o tempo em que num momento podemos estar em terra sólida, e no outro momento pode ela estar fugindo de debaixo de nossos pés. Haverá terremotos onde menos se espera. Testemunhos Para Ministros, pág. 421.

Em incêndios, em inundações, em terremotos, na fúria das grandes profundezas, nas calamidades por mar e terra, é transmitida a advertência de que o Espírito de Deus não agirá para sempre com os homens. Manuscript Releases, vol. 3, pág. 315.

Antes que o Filho do homem apareça nas nuvens do céu, tudo na Natureza estará em convulsão. Raios do céu unindo-se ao fogo na Terra farão com que as montanhas queimem como uma fornalha e lancem suas torrentes de lava sobre aldeias e cidades. Massas derretidas de rochas lançadas na água pela sublevação das coisas ocultas na Terra farão ferver a água e arremessarão pedras e terra. Haverá fortes terremotos e grande destruição de vidas humanas. The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, pág. 946.

Leia mais sobre os acontecimentos finais...

Nota: Com todas as evidências que temos diante de nossos olhos, dia a dia, não podemos ficar inativos, uma atitude tem de ser tomada... Você está se preparando para a volta de Jesus? Pare e pense. Este é O Mundo de Hoje!

sexta-feira, janeiro 23, 2009

O mundo está em lua-de-mel com Obama

Barack Hussein Obama é um político raro. Não só lota de confiança os seus conterrâneos, como espalha otimismo em todo o mundo. Ganhou os negros da África pela cor do seu rosto, os muçulmanos mais moderados pelo Hussein do sobrenome paterno, os europeus pelo discurso moderado, os imigrantes de todas as nações porque eles sabem que o pai do novo presidente do país mais poderoso do mundo saiu do Quênia, onde nasceu, para estudar na América. O mundo continua em lua-de-mel com Obama, mesmo três meses depois da histórica eleição. Ele aparece quase como um novo messias, capaz de realizar todos os milagres já no esperado dia da posse.

O super-Obama teria poderes espetaculares para acabar com o déficit interno, salvar a economia, recuperar milhões de empregos, retirar os soldados do Iraque, recuperar o Afeganistão e liquidar o medo do terrorismo interno, entre outros males.

Nunca na história recente dos EUA um presidente eleito chega tão recomendado ao poder e gerando tanta expectativa. No país é comum oferecer cem dias de prazo para que o presidente possa mostrar algo, azeitar a sua máquina, fazer o país andar.

Com Obama, o prazo pode dobrar, tamanha a boa vontade de todos, das planícies geladas do Meio Oeste americano aos desertos da África.

(Zero Hora)

Colaboração: Cássio Medeiros

A Índia que a Rede Globo não mostra

Segunda-feira, 19, iniciou mais uma novela da Rede Globo, intitulada “Caminho das Índias”. Sinceramente, não tive interesse nenhum em ler a sinopse para tentar entender do que se trata ou o que pretende mostrar essa novela, se é que novela tem algum objetivo definido. Mas algumas coisas me chamaram a atenção nas propagandas veiculadas pela emissora durante a semana passada, e ontem fui conferir. A emissora mostrou algumas vezes cenas com seus atores em um rio, o Rio Ganges, onde curiosamente flores boiavam (só que o rio, na verdade, é um depósito de cadáveres a céu aberto).

Outras cenas mostraram os lindos lugares da Índia, o Taj Mahal, algumas fortificações, mercados públicos, uma terra bela, sem dúvida, com uma população de extremo valor e muito alegre, porém, como sempre, a realidade é maquiada pela Rede Globo.

Ainda está cedo para falar, não sabemos o desenrolar (e sinceramente não me interesso em saber) da história, mas mais uma vez a verdade, o mundo real é temperado de ilusão pela emissora que mostra uma fantasia.

Alguns dados sobre a Índia real:

A Índia é o segundo país mais populoso do mundo, com mais de um bilhão de habitantes, e apesar de ser a décima segunda maior economia do planeta e a quarta maior em poder de compra e as reformas econômicas que a transformaram na segunda grande economia de mais rápido crescimento, ainda possui 25 % da população vivendo abaixo da linha da pobreza; possui mais famílias pobres do que África, Ásia e América Central juntas.

A miséria, a falta de saneamento, serviços básicos como saúde e educação tornam a Índia um dos lugares onde se pode contrastar mais claramente a miséria e a riqueza juntas, dividindo o mesmo espaço.

A riqueza e luxo de cidades como Mumbai exibem um contraste enorme entre seus edifícios suntuosos e uma periferia onde vivem milhares de pessoas sobre o encanamento que alimenta a cidade; ali crianças crescem em meio à miséria, lixo e doenças.

Mas quero salientar que a Índia não é só pobreza, miséria e dor; é um lugar belo, de um povo feliz e que, assim como todos nós, tem seu valor.

Essa Índia a Rede Globo não mostra.

Quero compartilhar com você algumas imagens da Índia real que não é apresentada na novela, de pessoas que sofrem, de gente que vive na miséria. Se desejar, pode vê-las nesta galeria de fotos pública.