domingo, outubro 15, 2017

Parabéns, Professor!

Hoje é o dia do professor, uma das figuras mais importantes na vida dos seres humanos. Hoje é um dia para homenagens e reflexões. Recordo-me de alguns mestres que me educaram, desde as séries iniciais até o ensino superior; cada um com seu jeito peculiar de ser e ensinar me ajudou na aquisição de conhecimentos. Lamento não ter a oportunidade de reencontrar alguns e poder agradecê-los, afinal, há muito tempo não os vejo, tampouco tenho contato.

Ser um educador nos dias atuais é uma tarefa desafiadora. Se não bastassem os desafios do processo da alfabetização devido às dificuldades apresentadas pelas crianças dessa geração tecnológica, há tantos outros fatores desestimulantes para tal profissão. Sim, a desvalorização profissional, a falta das mínimas condições para se ministrar aulas, as cobranças da sociedade imediatista e as ameaças e/ou agressões sofridas por professores são alguns dos motivos que geram o mal-estar docente. Os que superam tais obstáculos e mantém erguida a bandeira da educação, merecem nosso respeito e admiração. Muitos educadores, lamentavelmente, não têm conseguido se manter na função, apesar da paixão por educar. Lutam para que a educação tenha respostas, mas não tendo o apoio dos governantes, veem o Brasil alcançar os últimos lugares no ranking da educação mundial. Que país é este?!

Muito tenho refletivo sobre este assunto: EDUCAÇÃO. Quisera eu poder mudar radicalmente a triste realidade (e desigualdade) que enfrentamos, no entanto, não há uma forma mágica, é preciso continuar lutando, enfrentando reveses, fazendo a diferença. A boa notícia é que não estamos sozinhos, embora pareça. O melhor professor do Universo, Jesus Cristo, está ao nosso lado para nos confortar e capacitar para que persistamos neste caminho. A Bíblia destaca a importância da educação em vários textos. Cito apenas um, o de Provérbios 22:6, o qual diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Se nunca é tarde para aprender, jamais poderemos deixar de ensinar.

Dirijo-me agora aos meus colegas professores da Educação Adventista, em especial aos educadores da Escola Adventista de Alvorada. Querido(a) professor(a), você é muito importante para a nossa escola, pois tens feito a diferença na vida de diversas crianças. Seja sua função a de ensinar de forma lúdica, de alfabetizar ou de ajudá-los na compreensão dos diversos ensinamentos referentes à disciplina em que atua. Seja o teu ato de educar através do exemplo ou por palavras, inclusive quando precisa chamar a atenção para algo que tem de ser mudado; saiba que por suas mãos passam os líderes e grandes profissionais do amanhã, quem sabe futuros professores...

Você é muito mais que um professor, és amigo, conselheiro, por vezes pai/mãe de muitas crianças. Com o teu comprometimento, Educador(a) Adventista, conseguiremos cumprir a nossa Missão de “promover, através da educação cristã, o desenvolvimento integral do educando, formando cidadãos autônomos, comprometidos com o bem-estar da comunidade, da pátria e com Deus”.

Obrigado por sua dedicação! A despeito dos desafios que todos enfrentamos, continue acreditando que é justamente através da educação que poderemos mudar o cenário atual. Conte sempre com o Mestre Jesus, espelhe-se nEle e seja você também o melhor professor(a) que os teus alunos possam ter. Afinal, ser professor(a) é transformar vidas. Não esqueça: o melhor PROFESSOR não é aquele que prepara para o vestibular, mas para a vida ETERNA!

Feliz Dia do Professor!

Com carinho,
Ronaldo dos Santos

Diretor – EAA

sábado, julho 16, 2016

O sangue verdadeiro dos Pokémons de Nice

Duas cenas. Tragicamente antagônicas. Uma brinca, a outra mata. Enquanto de um lado da rua celulares se tornam diversão, do outro lado corpos se espalham pelo asfalto. Milhões de downloads em minutos, mais de 80 mortos em segundos. Dois mundos – um real e o outro virtual – escancarando de jeitos opostos a carência humana por algo mais.
Confesso que fui profundamente surpreendido por estas duas informações que se misturaram vorazmente em meu panteão de ideias. Presenciando tamanho contraste, não posso ficar impassível. Vivemos em um mundo que clama aterrorizado pela intervenção divina do “basta”, enquanto se distrai perigosamente na ameaçadora zona de conforto do “ainda não”.
Há poucos dias, o mundo presencia mais uma disruptura da tecnologia e entretenimento: munidos de celulares nas mãos, seres humanos estão saindo às ruas para buscar de maneira real personagens imaginários que só aparecem nas telas digitais. É o Pokémon-GO, uma verdadeira febre que já ultrapassou o alcance acelerado das maiores redes sociais, como Facebook e Snapchat. Por onde foi lançado, dizem que é diversão garantida para quem quer mergulhar na realidade aumentada interagindo “ao vivo” coisas virtuais com cenários reais através de dispositivos mobile. Mas, também, é perigo à vista: em poucas horas do lançamento desta brincadeira pandêmica, já houve casos de carros batidos em árvores e postes pela distração irresponsável de motoristas “à procura de pokémons de mentira” enquanto dirigiam de verdade. No Brasil, o game ainda não chegou, mas chegará em breve, e certamente arrebatará zilhões de jogadores que também andarão a esmo buscando bichinhos virtuais em experiências reais.
Há poucas horas, nosso planeta também assiste atônito a outro surpreendente acontecimento – só que desta vez sem nenhuma graça, sorriso ou curtição. Pelo contrário, o dejeto intolerante da crueldade humana dessa vez se aproveitou dos lindos fogos de artifício para espalhar o terror ceifando vidas inocentes. Na charmosa cidade francesa de Nice, durante o espetáculo familiar da celebração da Queda da Bastilha, um caminhão acelerou implacável contra uma multidão desatenta que só percebeu a tragédia quando ela já acontecia. Por mais de dois quilômetros da belíssima orla da Cote D’azur, no Mar Mediterrâneo, o pânico se instalou misturando o desespero de quem fugia desnorteado com o sangue dos corpos atropelados sem misericórdia. Até agora, entre adultos e crianças, famílias e inocentes, foram 84 mortos e pelo menos 202 feridos em outra ação covarde do terrorismo que nos assombra.
Ouça o comentário sobre o assunto:
Sabe quando você é golpeado constantemente no mesmo lugar até que o golpe não parece mais tão golpe assim? Este é o incômodo que me arrancou da cama agora de madrugada. Aeroportos explodem, chacinas acontecem em boates e casas de espetáculo, drones matam civis, malucos invadem escolas, extremistas degolam turistas, e tudo isso aconteceu em menos tempo que a metade do intervalo entre duas olimpíadas!
A blasfêmia do mal destroçando vidas e sonhos tem se repetido de maneira tão hipnotizadora que, se não cuidar, amortecemos a realidade grotesca deste mundo como se fosse um cenário irreal. Feito sangue digital, nas telas do nosso cotidiano, o desconforto da alma periga em criar uma anestesia com a constante e torturante crueldade flertando conosco a cada notícia que mais parece sair do palco de um conto sombrio do que das ruas cotidianas por onde nosso coração bate.
O problema não é quando personagens virtuais parecem de verdade, mas quando a maldade real parece de mentira. Uma coisa é a brincadeira de procurar seres que não existem, outra é a seriedade de se perder perante a desgraça que existe. “Vejam que ninguém os enganem” (Mateus 24:4), a Palavra de Deus nos alerta impacientemente do perigo moderno de relativizar o que é absoluto, ou virtualizar o que é emergencialmente real: este mundo está sob a ira devastadora do mal e exala seu derradeiro fôlego de sobrevida às portas do final dos tempos.
Urgente realidade
Será que, de verdade mesmo, estamos sendo norteados por esta impressiva e urgente realidade? “Nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais” (Mateus 24:21). O que Cristo previu está convulsionando perante nossos próprios olhos, e o maior perigo? Continuarmos jogando Pokémon como que gamificando a clara evidência de que o mal é real, a morte é real, o pecado é real e, sobretudo, o Grande Conflito entre a luz e as trevas é real. “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra” (Apocalipse 12:9), você entende a gravidade disso? Cada repugnante ato da maldade humana se move feito peças de um tabuleiro maligno cuja estratégia de guerra contra Deus visa destruir a paz, o amor e eclipsar a promessa.
Meu coração chora impaciente com os familiares desconsolados das inúmeras histórias atropeladas por agentes do mal. O terrorismo é covarde, cruel e vil. Toda e qualquer ação extremista, agredindo e matando inocentes na tentativa de lavar sua própria alma culpada, é mais do que miserável – é diabólica. E nem acima do Céu, muito menos abaixo dele, existe qualquer prerrogativa universal de que a faxina do pecado ou a higienização dos pecadores deva ser feita com desrespeito, intolerância e ódio. É por isso que acredito na graça com as forças da minha existência, e sou consolado pelas demonstrações imensuráveis do amor deste Deus que “amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Creio neste Deus do Céu, absorto em tanto amor dentro de Si mesmo, que, ao invés de matar infiéis para se defender, morre para resgatar os que não prestam.
Só nos resta uma única e inalienável atitude: não nos acomodar com o que incomoda o próprio Dono do Universo. “Vivemos no tempo do fim. Os sinais dos tempos que se cumprem rapidamente declaram que a vinda de Cristo está próxima, às portas” (Ellen White, Testemunhos para a Igreja – 9, pg. 11). Esse importante alerta é mais que um efeito de realidade aumentada – é a própria realização da promessa de que Deus, muito em breve, fará novas todas as coisas, e isso inclui um “novo céu e uma nova terra” (Apocalipse 21:1).

É para lá que a gente vai.

Por Odailson Fonseca

terça-feira, dezembro 29, 2015

Augusto Cury: “Nunca tivemos uma geração tão triste”

Augusto Cury, o famoso psiquiatra que tem livros publicados em mais de 70 países e dá palestras para multidões no Brasil e lá fora, lançou recentemente uma versão para crianças e adolescentes do seu best-seller Ansiedade - Como Enfrentar o Mal do Século. O autor fala sobre os desafios de se criar os filhos hoje e não poupa críticas à maneira como a família e a escola têm educado os pequenos. Confira!

Excesso de estímulos
"Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam  gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema 'bateu, levou', e a desenvolver altruísmo e generosidade."
Geração triste
"Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais."
Dor compartilhada
"É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: 'Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei'. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações."

Intimidade
"Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais."

Mais brincadeira, menos informação
"Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não colocar limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo."
Parabéns!
"Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis."
Conselho final para os pais
"Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar e mente, como vão ajudar seus filhos a diminuírem a ansiedade?"

Escrito por Liliane Prata

sexta-feira, dezembro 25, 2015

"Seu Reino Não Terá Fim"

Em Belém, o ser humano que melhor entendeu quem Deus era e o que ele estava fazendo, foi uma moça adolescente num estábulo fedorento. Enquanto Maria olhava na face do bebê, ela viu seu filho, seu Senhor e Sua majestade. Ela não conseguia tirar seus olhos dele! De alguma forma Maria sabia que estava segurando Deus. Então é Ele, ela pensou. Ela lembrou das palavras do anjo: “Seu reino jamais terá fim.”


Ele parece qualquer coisa menos um rei. Seu choro, embora forte e saudável, ainda era o choro penetrante, porém indefeso de um bebê. Majestade no meio do comum. Santidade na sujeira de estrume de ovelhas e suor. Divindade entrando no mundo no chão de um estábulo, pelo ventre de uma adolescente e na presença de um carpinteiro. Deus chegou perto! E Lucas 1:33 diz “Seu reino nunca terá fim!” - Max Lucado

Desejo a você um Natal muito especial com a plena presença de Jesus, o verdadeiro "Deus conosco"!

quinta-feira, dezembro 24, 2015

"Sem Lugar"

Algumas das palavras mais tristes na terra são: “Não temos lugar para você.” Jesus conheceu o som daquelas palavras. Ele ainda estava no ventre de Maria quando o hospedeiro disse “Não temos lugar para você.” E quando ele foi pendurado na cruz, a mensagem não foi da total rejeição? “Não temos lugar para você neste mundo.”


Até hoje Jesus recebe o mesmo tratamento. Ele vai de coração em coração, perguntando se pode entrar. De vez em quando ele é aceito. Alguém abre a porta do seu coração e o convida a ficar. E para esta pessoa Jesus dá esta grande promessa, “Na casa do meu Pai há muitas moradas.” Que promessa deleitosa ele faz para nós! Nós damos espaço para ele em nossos corações… e ele dá lugar para nós em sua casa!

Max Lucado

Feliz Natal pra você e sua família. Que Cristo habite o seu lar a cada dia de 2016!

segunda-feira, agosto 17, 2015

Todos nós merecemos um impeachment

A palavra inglesa impeachment voltou à moda. A primeira vez em que a ouvi tantas vezes nos noticiários e na boca do povo foi em 1992, quando da cassação do cargo do então presidente Fernando Collor de Mello. Impeachment é impedimento ou impugnação de mandato do chefe do poder Executivo. Não é privilégio do Brasil. Aliás, a palavra foi usada pela primeira vez no Reino Unido, contra William Latimer. Nos Estados Unidos, Andrew Johnson foi o primeiro a ser “impitimado”, sendo destituído do cargo em 1868. Em 1974, Richard Nixon renunciou à Presidência para não ser deposto. E em 1999, Bill Clinton, por causa de suas estripulias sexuais e outros problemas, quase sofreu processo de impeachment, mas escapou.

Agora a sombra dessa maldição que de vez em quando desce sobre os supremos mandatários das nações paira sobre a cabeça da nossa primeira presidente mulher. Dilma Rousseff vive dias difíceis no começo de seu segundo mandato. Milhões de pessoas foram às ruas neste domingo para protestar contra ela, contra seu antecessor, Luís Inácio Lula da Silva, e contra a corrupção. Entre esses milhões, muitos querem o impeachment dela e a prisão dele. Outros tantos consideram oimpeachment uma medida muito traumática e que poderia aumentar a instabilidade econômica no país e agravar ainda mais a crise política. Todos desejam mudança, mas parecem não saber muito bem por onde ela deve começar nem com quem.

Quando se investiga a história da humanidade, uma coisa fica evidente: a corrupção sempre existiu – embora aqui em solo tupiniquim muita gente tenha se tornado especialista no assunto. Regimes vêm e vão; socialistas cedem a vez aos capitalistas e vice-versa; monarquias; repúblicas; parlamentarismos; presidencialismos... Tentativas de melhor gerir os negócios das nações. Embora haja sempre algumas pessoas honestas e bem-intencionadas no meio de tantos oportunistas e “fominhas” de poder, não dá para negar que as injustiças continuam aí – a desigualdade social; a miséria, com tantos ganhando tão pouco e uma minoria se refestelando com muito; a falta de verdadeiro amor pelos que sofrem.

A solução definitiva não virá de um impeachment, assim como uma revolução social nunca será garantia de igualdade, justiça e fraternidade. Sabe por quê? Porque o problema não está nos regimes políticos. Eles são parte de um problema mais profundo. O problema não é social; é individual. Não há revolução que resolva uma desgraça que está no coração, no DNA humano. Quem precisa de reforma, de uma recriação somos nós. É o nosso coração que precisa de um “impeachment”. Precisa ser deposto para que uma vontade superior, pura e justa assuma o controle. Do contrário, reis virão; presidentes se sucederão; manifestações, por mais justificáveis que sejam, encherão as ruas de pessoas que depois voltarão para casa para assistir às mesmas notícias na TV. E quase nada mudará.

Nós precisamos de um “impeachment” para que outro governo assuma logo o poder.

Por Michelson Borges
www.criacionismo.com.br 

quinta-feira, junho 25, 2015

Um cantor, um carro e um final infeliz

Na última quarta-feira, dia 24 de junho, o Brasil amanheceu com a notícia de que um jovem artista, Cristiano Araújo, e sua namorada, Allana Moraes, haviam morrido durante a madrugada em um grave acidente automobilístico. O veículo, ocupado pelo casal e por um dos empresários do cantor, era conduzido por um segurança do grupo, que retornava de um showrealizado na cidade de Itumbiara, localizada há cerca de 200 km de Goiânia, e, por causas ainda não esclarecidas, saiu da pista e capotou no canteiro da rodovia, ficando completamente destruído. Após a divulgação da tragédia, as redes sociais foram inundadas com manifestações de solidariedade às famílias das vítimas e pela comoção dos fãs que, naquele dia, haviam perdido seu “ídolo”. Uma entrevista, porém, chamou minha atenção. Horas depois da confirmação das mortes, o pai do cantor falou com a imprensa e, bastante abalado com o ocorrido, declarou que sentia uma tristeza muito grande. Disse que, todos os dias, fazia uma oração, pedindo a Deus que acompanhasse o filho nas viagens: “Entro no carro ou no avião e faço uma oração. Eu não estava com ele ontem? Será que Deus existe?”

Você talvez não concorde comigo, mas compreendo a dúvida desse pai. Ele acreditava em Deus. Confiava a vida e a segurança do filho a Deus. Pedia a proteção de Deus. No entanto, nada disso parecia fazer sentido naquele momento, quando o corpo do filho amado se encontrava inerte na maca de um necrotério.

Ao longo da vida, fomos ensinados que morrer jovem é sinônimo de injustiça de Deus, como se tivéssemos um “direito adquirido” a oitenta, noventa ou, para os mais “sortudos”, cem anos de existência. Aprendemos ainda a aceitar a morte na velhice, embora isso não a torne, de nenhum modo, menos dolorosa ou estranha ao nosso desejo pela eternidade (Eclesiastes 3:11).

Não fomos feitos para morrer. Nem aos 29, nem aos 99. E ponto. O Criador não incluiu, em Seu plano original, um final para o nosso começo. Fomos feitos à semelhança dEle, com potencial para viver para sempre. A morte foi sugestão do inimigo de Deus, acatada pela humanidade rebelde, que acreditou que o conhecimento do mal compensava o risco.

Cristiano Araújo estava no auge de sua carreira, era um dos cantores mais populares do Brasil e realizava, em média, vinte shows por mês. Vivia a concretização de um sonho perseguido desde a infância, de se tornar famoso e de alcançar reconhecimento por seu talento musical. Tinha dinheiro, amigos e fama – tudo interrompido por um inesperado desvio no trajeto da estrada que o levava de volta para casa.

Alguns dirão: “Mas o que importa é que ele viveu intensamente.” Será? Será que vinte e nove anos, dos quais apenas os últimos quatro ou cinco foram de “sucesso”, são tudo? Será que nos diminuímos a tal ponto de achar que poucos anos “bem vividos” valem mais do que a possibilidade de ser eternos? Não estou falando aqui da trasladação ao paraíso dos desenhos animados, em que nos tornamos seres alados, ocupados com harpas o dia todo. Não acredito nesse conto nada atraente. Refiro-me ao Céu prometido em Apocalipse 21, no qual todas as coisas conhecidas deste mundo serão refeitas, e reunidas as pessoas que amamos. Acredito na promessa de que o próprio Deus Se aproximará de cada ser humano, lhe enxugará dos olhos toda lágrima, e terá a chance de explicar o porquê de cada uma delas. Naquele instante, Ele, que tem tolerado pacientemente nossas acusações injustas e nossas dúvidas a respeito de Seu caráter, abrirá as cortinas dos bastidores do grande conflito e revelará o verdadeiro culpado do tormento e da dor que, nestes dias maus, parecem intermináveis.

Cristiano Araújo e sua namorada estavam em um dos carros considerados mais seguros do mundo. A polícia afirma, porém, que eles não usavam o cinto de segurança no momento do acidente, o que poderia, em hipótese, ter salvado a vida deles. E você? Está seguro em seus planos? Tem um emprego estável, uma família equilibrada e a saúde em dia? Vive o auge da vida ideal? Só não pode negar a existência de desvios na estrada e a possibilidade de que, de um minuto para o outro, tudo vire de cabeça para baixo e você se veja sem chão. Onde está a sua segurança? Nos airbags? Nos freios? No cinto? Ou na mentira continuamente repetida aos nossos ouvidos: “Você não morrerá nunca” (Gênesis 3:4)?

Cristiano e Allana, agora, dormem, aguardando o veredito do julgamento encerrado para eles na madrugada do dia 24 de junho de 2015. Pode ser que, para o leitor deste texto (ou para sua autora), a sentença esteja pronta, aguardando apenas a assinatura do Juiz. Qual terá sido a sua escolha? Viver a ilusão da felicidade dos seus cem anos – se chegar até lá – ou optar pela esperança de que estamos apenas no prólogo da história?

Bruna Mateus Rabelo dos Reis, 29 anos, Goiana

quarta-feira, junho 24, 2015

Para professor da UFRGS, criacionismo é crença infantil

Em entrevista concedida à RBS TV, o professor de pós-graduação Fernando Becker, da UFRGS, comentou a proposta da deputada Liziane Bayer de que se ensine criacionismo em escolas públicas (confira). Várias vezes deixei claro aqui que muitos criacionistas, incluindo os associados da Sociedade Criacionista Brasileira, entre os quais me incluo, discordam de propostas dessa natureza (confira). Mas a argumentação de Becker é por demais rasa e até injusta. Melhor seria terem convidado um criacionista esclarecido para explicar por que o criacionismo não deve ser ensinado em escolas públicas, e não apenas um professor cujas opiniões revelam desconhecimento das discussões sobre o tema. Mais um exemplo de mau jornalismo... Assista aqui e aqui aos vídeos. A seguir, quero pontuar algumas frases do professor.

Becker começa com o lugar comum de que criacionismo é religião e deve ser relegado ao seu “gueto”, digo, à igreja. Ainda que seja um fenômeno cultural, para Becker ele não deve sequer ser ensinado nas escolas. Ele diz que a “função da escola é trazer o conhecimento científico para a população”. Ok, mas instantes depois defende o ensino de uma teoria segundo a qual a vida teria surgido da não vida, há bilhões de anos, e se tornado mais e mais complexa ao longo do tempo. Becker omite o fato de que essa ideia pertence ao campo da filosofia (naturalismo filosófico), e não à ciência propriamente dita. O macroevolucionismo naturalista não pode ser submetido à investigação científica e, portanto, seguindo o argumento do professor, também não deveria ser ensinado em aulas de ciências.

Becker diz que falta tempo para ensinar tantos conteúdos e que, portanto, não haveria espaço para o criacionismo. Essa é boa! Becker é educador e deveria saber que a melhor forma de se aprender a pensar (e não apenas memorizar conteúdos) é analisando o contraditório. Em lugar de empurrar a teoria da evolução – com todas as suas insuficiências epistêmicas – goela abaixo dos alunos, por que não promover um ensino crítico da evolução? Aliás, por que não promover o ensino crítico da própria ciência, como estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em lugar de endeusá-la?

Apoiando o argumento de Becker, a entrevistadora diz que a ciência trabalha com evidências e o criacionismo, com fé. E reforça o lugar comum de que o assunto se trata da polarização entre ciência e religião. Isso é falso! Teoria da evolução não é sinônimo de ciência, tanto quanto criacionismo não é sinônimo de religião. A teoria da evolução conta com evidências científicas (pelo menos no que se refere à chamada “microevolução”), mas mistura um bocado de filosofia naturalista em seu modelo. O criacionismo tem também sua base teológico/filosófica, mas afirmar que o modelo não conta com evidências é desprezar as descobertas da biologia molecular e da bioquímica (que apontam para umdesign inteligente e para a complexidade irredutível) e da geologia catastrofista (que mostra evidências de um dilúvio e de uma coluna geológica não necessariamente tão antiga), por exemplo. Há muitos cientistas sérios discutindo essas evidências. Por que certos setores da mídia e certos professores insistem em ignorar isso? Deixando de lado o componente filosófico dos dois modelos (criacionista e evolucionista), é perfeitamente possível discutir/analisar as evidências apresentadas por ambos os lados. Dizer que a questão se resume a ciência versus religião é evitar o debate e blindar o evolucionismo.

O pior mesmo é Becker dizer que “a religião trabalha com o emocional e com a crença, a ciência trabalha com a razão e a evidência”. Que absurdo! Primeiro, porque cientistas não são máquinas. Eles possuem pressupostos, preconceitos, subjetividades, opiniões, cosmovisões, e isso tudo certamente interfere na forma como veem as coisas. Seria bom Becker estudar um pouco Thomas Kuhn. Segundo, porque teólogos estudam, sim, evidências e usam e muito a razão e ferramentas científicas. Dediquei cinco anos a um mestrado em que estudei hermenêutica, ciência e religião, sociologia, arqueologia bíblica, antropologia e outras disciplinas. Mestrado em quê? Teologia. Becker deve estar pensando em certas religiões emocionalistas que não dão valor ao estudo acadêmico, e mais uma vez cai no lugar comum.

O professor cita o encantamento de Einstein com o fato de o Universo ser inteligível e, sem querer, dá um tiro no pé, colocando em cheque sua defesa do naturalismo. Essa é uma grande questão. Como explicar o fato de que nosso cérebro, nosso intelecto consegue entender o Universo, a realidade que nos cerca? Se somos apenas um ajuntamento fortuito de moléculas, por que devo aceitar as conclusões desse cérebro simiesco a respeito? Por que devo crer que a massa cinzenta de átomos e moléculas que compõem o cérebro de Becker está fazendo uma análise correta do assunto sobre o qual está discorrendo?

Para o docente, não há como conciliar ciência e religião. Mas ele deveria dizer isso para Galileu, Copérnico, Kepler, Newton, Pascal, Pasteur, Collins e tantos outros. O que ele deveria ter dito é: não se pode conciliar o naturalismo filosófico ateísta com a cosmovisão bíblico-criacionista. Aí estaria coberto de razão.

Mais uma pérola beckeriana: “A biologia fala que a vida apareceu neste planeta há três e meio bilhões de anos.” Não, a biologia não diz nada sobre isso. Os biólogos se ocupam da vida e só podem estudar a vida que eles têm ao alcance dos olhos, das mãos, do microscópio. Quem afirma que a vida “apareceu” (abracadabra!) neste planeta são os evolucionistas e sua teoria. Novamente Becker confunde um modelo hipotético com uma área da ciência empírica.

E o professor universitário termina “apoteoticamente” sua entrevista com uma frase de efeito, afirmando que os que os que defendem o criacionismo são “adultos professando crenças infantis”.

Essa entrevista quase desastrosa e totalmente parcial ajudou a firmar minha convicção de que o criacionismo não deve mesmo ser ensinado em escolas públicas. E um dos motivos que me convencem disso é o risco de que ele seja ensinado por professores como Becker.

Michelson Borges

terça-feira, junho 09, 2015

Deboche, blasfêmia ou pedido de socorro?

A 19ª Parada Gay de São Paulo, realizada no último domingo, levou, como de costume, milhares de pessoas para a Avenida Paulista. Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais de todo o país se reuniram para pedir “respeito pela diversidade”. Durante a coletiva de imprensa que abriu o evento, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o governador do estado, Geraldo Alckmin, também foram cobrados pelos manifestantes sobre a atuação do poder público em relação aos direitos LGBT. Além das roupas chamativas (e da falta de roupas de sempre), uma situação chamou a atenção, pois as fotos ganharam as redes sociais: uma ativista gay foi “pregada” a uma cruz, imitando a crucificação de Jesus, e acima dela foi colocada uma placa com a frase “Basta de homofobia”. Em seu Facebook, o deputado evangélico Marco Feliciano se manifestou: “Isto pode? Esta blasfêmia pode? Profanar nossa fé pode? Debochar de símbolos sagrados publicamente pode?” E destacou que no cartaz logo abaixo da cruz estavam relacionadas as entidades que apoiaram o evento: Petrobras, Prefeitura de São Paulo, Governo Federal, Caixa Econômica Federal.

Um blogueiro anglicano analisou a questão sob outra ótica: “Particularmente, não me senti nem um pouco ofendido ao ver uma ativista gay pregada numa cruz. Afinal, Jesus não morreu somente por héteros. Na cruz, Ele Se identificou com os excluídos, os oprimidos, os marginalizados, e ao fazê-lo, assumiu em Si todos os nossos pecados e mazelas, sejam de que natureza forem, inclusive sexual. Não há dilema humano que não caiba na cruz. [...] O que vi representado naquela cena foi o sofrimento de um segmento que tem sido vítima de nosso preconceito, nojo e ódio. O que deveria nos incomodar não é a cena em si, mas aquilo que ela pretende denunciar. [...] O que para alguns pareceu um insulto, para mim soou como um pedido de socorro.”

Desta vez, pode ser. Mas houve ocasiões em que, durante uma parada gayna Jornada Mundial da Juventude (católica) e no Rio de Janeiro, figuras e símbolos religiosos católicos foram realmente vilipendiados. Aí a história é outra... Respeito se conquista com respeito.

Mas o fato de a ativista usar uma cruz para reivindicar respeito talvez não chegue a caracterizar desrespeito. Quando era jovem e católico, eu mesmo participei de uma encenação em que fui crucificado (confira). E embora essa não seja, evidentemente, a melhor maneira de defender uma ideia (hoje, naturalmente, penso de modo diferente), meu sentimento naquela ocasião não foi o de um blasfemador, muito pelo contrário. Eu já amava Jesus e valorizava o que Ele fez por mim. Quem pode julgar o que se passava no coração daquela crucificada na Paulista?

De qualquer forma, ainda que fosse uma ofensa calculada para atingir os cristãos (e não estou dizendo que desta vez foi), nosso Mestre nos orientou a orar pelos que nos perseguem (Mt 5:44). Não foi? 

domingo, maio 10, 2015

Lembranças...

Não recordo de muitas coisas de quando era bem pequeno, mas dentre aquilo que lembro, em muitas situações vejo minha mãe em ação. Às vezes em casa, fazendo um gostoso pão caseiro, bolo, rapadura, tanto para comermos como para vendermos. Ah, tem também os anos de trabalho na sorveteria. Outras vezes, aquela mulher guerreira, minha mãe, estava trabalhando fora de casa, plantando melancia, aipim, saladas diversas para comermos fresquinhas... Quantas horas gastas nestas e tantas outras atividades! Noutro momento a vejo vendendo cosméticos, liderando equipes de venda em várias cidades, comercializado produtos importados. Recordo de vê-la fazendo diferentes e importantes negócios, como o período dedicados a venda de sabidos alimentos, seja no restaurante ou ambulante, com a Towner; sempre pensando no bem estar da família. 

Mas o que falar das vezes que ela esteve a frente da obra de Deus, como ainda está; seja no período que se dedicou a venda de livros de saúde e esperança (colportagem), ocasião em que viveu grandes experiências e, ao transmitir a mim e meus irmãos, ensinou-nos grandes lições de fé e perseverança ao lado de Jesus. Das vezes que pregou na igreja, que liderou diferentes departamentos (Min. Pessoal, ADRA, etc), através dos quais, demonstrou amor sem igual para atender o próximo. Atualmente tornou-se profissional "Cuidadora de Idosos", uma área em que sempre atuou, mesmo não sendo paga para isso. Que exemplo! 

Seguir o exemplo de uma mulher batalhadora, incansável na arte de fazer o bem e, humildemente, dar significado à vida de outros, me motiva. Se hoje estou num posto de grande responsabilidade, devo tudo a ela; sei que muito mais preciso fazer, e me esforço para tanto. 

Mãe, palavras são insuficientes para descrever minha mais profunda gratidão por tudo que já fez e faz por mim. A senhora é sinônimo de proteção, de ternura, carinho e atenção, és o amor da minha vida. Fiz um exercício de memória e, com certeza, não lembrei sequer um terço daquilo que fizeste por mim, do tanto que me ensinou e ainda me ensina. Quero de coração agradecer por tudo que a senhora representa em minha vida; louvo a Deus pelo presente que me deu: VOCÊ! 

Tenha um feliz e abençoado dia, hoje e sempre, pois o seu dia, querida mãezinha, é todos os dias. Feliz Dia das Mães! 

quarta-feira, dezembro 31, 2014

Reflexões de final de ano

2014. Um ano de muitos acontecimentos. Parece que foi ontem que eu planejava o que pretendia realizar. Era janeiro, tinha muitos sonhos, o tempo passou de pressa, hoje se finaliza mais um ano. Tive muitas alegrias, realizações, mas também frustrações.

Comecei o ano determinado, com foco, tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Não imagina que mudaria de cidade, de trabalho, que teria novos desafios. Ainda bem que tenho ciência de que eles fazem parte da vida, eu os aprecio. Ao longo do ano me distanciei fisicamente de amigos, mas me aproximei de outros. Aliás, fiz novos. Viajei, conheci novos lugares e pessoas. Perdi alguns queridos, mas me alegrei ao ver filhos de amigos nascerem. Estudei, conclui a pós-graduação, o curso de extensão teológica. Aprendi muitas coisas.

Enfim, foram tantas coisas que aconteceram... Sou incapaz de lembrar tudo. Quisera apagar muita coisa que fiz, não consigo, mas eis que surge um novo ano, portanto, novas oportunidades. Antes de adentrar em um novo cenário, paro pra agradecer a Deus por tudo. Obrigado, Senhor, muito obrigado mesmo. Após refletir nos muitos acontecimentos do ano que finda, me uno a Davi pra dizer: "Se não fora o auxílio do Senhor, já a minha alma estaria na região do silêncio." Salmo 94:.

Em tempo, te desejo um excelente ano novo. E 2015 está chegando com novas oportunidades, aproveite-as. Planeje, sonhe, ouse. E conte com a ajuda de Deus a cada dia. Feliz Ano Novo!




terça-feira, dezembro 30, 2014

Feliz Ano Novo!

“Adeus Ano Velho! Feliz Ano Novo! Que tudo se realize no ano que vai nascer!” Eis o adágio musical que muito se ouve por todos os cantos nestes últimos dias de 2014. Completado por tantas expressões, prefiro acreditar que é preciso concluir assim: “muita esperança na vida, saúde pra dar e vender!”

Chegamos ao final de mais um ano. É como se Deus recolhesse a folha na qual escrevemos ao longo de doze meses, com erros e acertos, e agora nos entregasse uma folha em branco para escrever uma nova história. Este é o momento de celebrar tudo o que se passou e brindar a chegada do novo ano. Aliás, 2014 foi um ano extraordinário para você? Agradeça a Deus pelas bênçãos das quais desfrutou. Louve o nome do Senhor pela Sua misericórdia e fidelidade e prepare-se para continuar sendo uma fonte de inspiração para as pessoas que o rodeiam. No entanto, se o ano que finda foi turbulento em sua vida, também agradeça a Deus porque é em meio às tormentas e às tristezas que o caráter se aperfeiçoa; é na dor que aprendemos a valorizar a alegria.

Diante de cada um de nós um novo ano: 2015! Um novo livro se abre cujas páginas ainda estão em branco. O livro chama-se oportunidades. O que você vai escrever nele? São 365 chances de registrar uma linda história. Outro dia alguém disse: “Eu não quero escrever uma nova história. Estou contente com a minha.” Pode ser. Existem muitas formas de encarar a vida. Mas uma coisa é certa: a vida é um processo de crescimento. Nunca é tarde para começar de novo, e nada é tão bom que não possa ser melhorado.

Ingresse no mês de janeiro com a certeza de que o Deus misericordioso que o acompanhou ao longo desse ano estará ao seu lado, sustentando-o nos momentos mais difíceis que porventura você tenha de enfrentar. Agora é o momento de continuar no caminho do bem e da bondade, sem perder de vista o verdadeiro horizonte ao qual se quer chegar. É o momento de nos enchermos da presença de Deus, de sua força, sua alegria e esperança para viver o melhor possível o tempo que Ele nos conceder.

Se permita ser feliz, por mais trabalhoso que possa parecer. Não abandone projetos, planos, metas. Não abandone os compromissos que forem assumidos. Saiba somar alegrias e dividir tristezas. Segure o braço poderoso de Jesus. Faça dEle o centro de sua vida. Receba dEle a inspiração e a sabedoria que precisas para viver uma vida próspera e feliz. Se os furacões das provações lhe tirarem tudo, não permita que lhe tirem a confiança nAquele que nunca perde o controle do Universo – DEUS.

Finalizo te desejando um maravilhoso e abençoado ano novo. E não esqueça: 2014 termina sendo uma ano a mais na história deste mundo; ao mesmo tempo que se torna um ano a menos para a volta de Jesus. Que esta seja a nossa esperança. Pense nisso! Feliz 2015!


domingo, outubro 19, 2014

Programa da Globo zomba de Deus e da IASD

Falta de ética e de respeito
O segundo mandamento da sagrada lei de Deus ordena: “Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão” (Êxodo 20:7). A palavra “aleluia” significa “louvado seja Yah”, do hebraico halleluyah, sendo “Yah” a forma contraída de Yahweh, o nome bíblico de Deus. No último sábado à noite, o programa apelativo humorístico “Zorra Total”, da TV Globo, alcançou a proeza de cometer uma blasfêmia e um desrespeito gratuito. Num quadro totalmente sem graça (aliás, essa sempre foi a marca desse e de outros pretensos humorísticos contemporâneos que dependem da baixaria para alcançar alguns pontos no ibope), o programa apresenta uma paródia de um culto neopentecostal, mas estampa na parede atrás do púlpito o nome “ Igreja Admilsista do Sétimo Dígito”. Desrespeito gratuito com uma igreja séria.

Mas o pior mesmo foram as blasfêmias. Usaram dezenas de vezes as palavras “aleluia” e “glória”, em meio ao puro deboche, pronunciadas por personagens ridículos. Um verdadeiro recorte atual da atitude de muitas pessoas para com Deus e a religião. Irreverência pura praticada por uma emissora que diz se pautar pela ética e pelo respeito aos seus telespectadores. Passou beeeem longe disso.

Queria ver se eles teriam coragem de debochar de Alá e dos muçulmanos... Queria ver se eles achincalhariam o movimento LGBT...

Em tempos de politicamente correto, em que se deve respeitar a etnia, a opção sexual e a religião de cada um, o que a Globo fez foi andar em marcha a ré, na contramão do respeito, da ética e do bom senso, para dizer o mínimo.

Se quiser perder seu tempo e ficar com mal-estar (como eu fiquei), aqui está o vídeo do tal programa.

Por Michelson Borges